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Maternidade Júlio DinisIdentificação

MATERNIDADE DE JÚLIO DINIS, sita no Largo da Maternidade de Júlio Dinis, a sul, e no Largo Alexandre de Sá Pinto , a norte, freguesia de Massarelos, concelho e distrito do Porto, também conhecido por Largo do Campo Pequeno.

Caracterização

O imóvel foi concebido e planeado, desde a sua origem, para funcionar como uma maternidade, função que manteve, ininterruptamente, desde a sua inauguração (Setembro de 1939), até aos dias de hoje.

A Maternidade é um Hospital Central Especializado, incluído na rede nacional de hospitais do Serviço Nacional de Saúde, e presta cuidados na área da saúde da Mulher e da Criança.

A componente formativa, de médicos e enfermeiros especialistas, acompanhou a sua história, sempre com grande expressão e prestígio.

O edifício está dotado de infra estruturas de rede eléctrica, rede informática, água canalizada e sistema de aquecimento central, a vapor.

 

Historia

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Enquadramento

Massarelos era um pequeno lugar, implantado numa escassa planície da beira do Douro, entre as pequenas elevações da Torre da Marca, do Campo Alegre e da Arrábida, quase exclusivamente habitada por pescadores.

Durante séculos foram da jurisdição da colegiada de São Martinho de Cedofeita.

Massarelos, foi no século passado, um local de importante industria e comércio, com destaque para a Fundição de Massarelos, a Companhia Aliança, a Fundição do Ouro e a Fábrica de Meireles .

O local onde viria a nascer a Maternidade, o antigo Largo do Campo Pequeno, foi no 1º. Quartel do séc.XIX conhecido por Largo dos Ingleses, devido ao facto de, a colónia inglesa, ter no Largo, uma capela e o seu cemitério, bem conhecido, ainda hoje, pelo Cemitério dos Ingleses.

Perto do muro do cemitério dos ingleses, aparecia outro muro, mais baixo, que dava para um vasto campo.

Campo, que em 1832, aquando do Cerco do Porto, teve assente uma bateria, que dominava uma vasta área do Porto, dado a sua localização estratégica.

Esta área seria a correspondente à ocupada, até há poucos anos, pelos Bairros da Parceria e Antunes.

Com, apenas, duas casas térreas de permeio, aparecia um novo muro baixo , com gradeamento de ferro, que ladeava uma linda residência, propriedade de um inglês,Gubian, com data de meados do séc.XIX,

Esta propriedade e a residência, sofreram um enorme incêndio, e o seu proprietário, na época, Dr. Alfredo Castro, optou por vender este conjunto, para a construção da futura Maternidade.

Actualmente, o Largo da Maternidade de Júlio Dinis (Campo Pequeno), pouco difere da sua traça original (formato de um triângulo), a não ser na quantidade de construções aí existentes.

Mantém o seu chafariz, bem no meio do Largo, datado de 1894, aquando de trabalhos de recuperação.

O palacete, onde hoje está instalado a Escola Superior de Música do Porto (Conservatório de Música), ocupa o terreno imediatamente a seguir.

A importância da construção da Maternidade de Júlio Dinis, para a História do Porto, está bem reflectida na decisão da Câmara Municipal , de riscar, de uma só vez, dois nomes da sua toponímia tradicional, atribuindo o seu nome , aos dois sitos mais próximos, a Rua e o Largo da Maternidade de Júlio Dinis, outrora, Rua e Largo do Campo Pequeno.

Descrição Geral e Pormenores Importantes

O projecto arquitectónico da Maternidade, tira partido do declive do terreno, disposto em dois planos, o maior e horizontal (sul), com acesso pelo Largo da Maternidade de Júlio Dinis, e um menor (norte), em rampa sobre o Largo de Alexandre de Sá Pinto (antigo Largo da Paz). Ambos os planos , ajardinados.

O edílico principal é constituído por dois sub-solos, um rés-do-chão, e dois andares superiores, apresentando, ainda, um grande pátio interior, actualmente ocupado.

O terreno da Maternidade, possui, ainda, outros recintos anexos.

Virado ao Largo de Alexandre de Sá Pinto, a guarnecer a entrada, uma dependência para porteiro (actualmente a Casa Mortuária; na entrada do Largo da Maternidade de Júlio Dinis, a guarnecer a entrada, uma dependência para porteiro, a garagem e casa do motorista.

A superfície coberta do edifício principal é de cerca de 1745 m2, e a dos restantes anexos de 208,5 m2.

O actual pavilhão da Consulta Externa, com cerca de 1266 m2, foi roubado aos bonitos jardins que a Maternidade de Júlio Dinis, possuía na sua entrada sul.

O terreno está rodeado por um muro, com cerca de dois metros de altura, à excepção, da zona oeste, onde estão instalados actualmente as oficinas de reparações, e um parque automóvel.

A fachada do edifício principal, apresenta alguma ornamentação, simples, onde se podem ver colunas e arcos em semicírculo, nos três pisos superiores.

A fachada principal está orientada para Sul, aspecto com influências romanas, árabes e nórdicas, também, muito utilizada na construção tradicional do Norte de Portugal, ou seja, uma construção muito influenciada pelos quatro elementos naturais – fogo, céu, mar e terra.

A fachada principal, voltada para Sul (fogo), a fachada traseira, voltada a Norte (céu), a entrada para os sub-solos a Oeste (mar) e a entrada leste , serviço de Urgência, (terra).

A arquitectura tradicional do Norte de Portugal, privilegia o granito, como material de eleição para a construção. Também aqui não se fugiu à tradição.

O edifício principal, foi construído sobre um pavimento, com alicerces de betão armado, os pisos superiores, com suportes em granito, sendo que, alguns destes suportes, apresentam formas de colunas, lembrando a época clássica, pela sua simplicidade.

Colunas simples com capitéis em estilo jónico.

As colunas e a ornamentação dos capitéis , varia de piso para piso, mas, mantém temas relacionados com formas geométricas.

As colunas apresentam, em ambos os pisos, um fuste liso; as do rés-do-chão, assentam sobre estilóbatas sólidas, de forma quadrangular; nos pisos superiores assentam sobre uma base na parede que formam as varandas.

Existem colunas, nos quatro lados do edifício, no entanto, as do 2º. andar formam vários pares, ao contrario dos outros pisos, onde se apresentam isoladas umas das outras.

O rés-do-chão está mais ornamentado, pois tem na sua estrutura a conciliação das colunas com arcos em forma de semicírculo.

O edifício apresenta uma cobertura com telha, tipo Marselha. Esta cobertura apresenta uma ligeira inclinação, factor que se deve ao nosso sistema climático.

A cobertura não é uma só, já que o edifício principal tem no seu interior um grande pátio, a descoberto.

A cobertura por módulos, foi aproveitada para apresentar um factor de embelezamento do edifício.

O edifício foi construído por parâmetros de alvenaria ordinária e de cantaria, nos aros das janelas e das portas, sendo que, para as paredes exteriores não ficaram à vista, foram tapadas com argamassa e posteriormente pintadas.

A Maternidade de Júlio Dinis é um edifício solarengo, situado no cimo de um monte, sem nenhum prédio que lhe faça sombra. A sua estrutura de construção, apresenta um edifício rasgado por imensas janelas.

Os acessos exteriores, apresentam-se alcatroados, estreitos, que só permitem trânsito num só sentido.

O edifício principal tem quatro portas de acesso, uma em cada lado , estando a principal voltada a Sul.

No acesso à porta do lado este (Serviço de Urgência), existe uma Fonte, embutida num painel de azulejos;

Na entrada Norte (Casa Mortuária), existem dois paneis de azulejos, que ladeiam o portão de acesso.

A Fonte, trata-se duma obra da qual nada se sabe sobre a sua origem ou autor.

Pelas cores utilizadas (verde, azul e amarelo) no painel, poderia ser datada de finais do séc.XVIII, com origem nalgum mosteiro. O painel mostra cenas celestiais, com dois anjos, mas, apresenta também representações vegetalistas; o tanque e o frontispício, têm representações marinhas (conchas).

É uma fonte de dimensão média, com cerca de dois metros de altura e metro e meio de largura (incluindo o painel).

Foi construída em granito, o que leva a localizar a sua origem ,no Norte de Portugal.

Já se encontrava no terreno, provavelmente antes do proprietário da venda à Maternidade; o inglês Gubian deve ter sido o seu comprador, dado o gosto que os ingleses têm por este tipo de ornamentação.

Os dois outros paneis de azulejos, da entrada norte (casa mortuária), sustentam o portão de entrada.

Os painéis que existem não são os originais, foram substituídos em 1971, dado o seu estado degradado. O restauro não foi possível e foram executados dois novos painéis, em azul e branco (influência barroca), onde estão representadas cenas da vida quotidiana e familiar ( a maternidade).

São da autoria de Alvares, da Fábrica Aleluia, datados de 1972.

O Jardim e o Lago (ou espelho de água), apresentavam grandes dimensões, que com a construção do pavilhão da consulta externa, ficaram drasticamente reduzidas.

No jardim , logo à entrada principal, existe um busto do Dr. Alfredo de Magalhães, do escultor Pinto do Couto; obra em bronze, que originariamente se encontrava no átrio da entrada principal do edifício.

O pedestral de granito que o suporta, foi desenhado pelo arquitecto Rogério de Azevedo.

Na mesma área do jardim, onde agora se encontra o busto, existe uma pérgola, que rodeia um pequeno lago, onde existe, ainda, um pequeno conjunto escultural, sem expressão valorativa.

No lado este do jardim, existe uma pérgola que cobre o passeio, que liga a entrada principal, à entrada sul do edifício, rente ao muro de meação com o Conservatório de Música.

Conservação

Pode concluir-se, que todo o edifício, e os seus anexos originais, se encontra bem conservado.

Bem conservado sob o ponto de vista material e imaterial, já que o seu conjunto faz parte da memória do povo da cidade, ou seja, o povo da cidade revê-se nele.

Tem havido, ao longo dos quase setenta anos de existência, uma preocupação na sua conservação.

Nem todas as intervenções recentes, ou , mais remotas, respeitaram a sua traça original.

As alterações mais significativas, pelos danos causados, foram a construção do Pavilhão da Consulta Externa, que destruiu parcialmente os magníficos jardins; os aproveitamentos feitos no grande pátio interior; o encerramento duma grande varanda, no último andar, na parte traseira, donde se tinha uma magnifica vista sobre o Liceu D. Manuel II e o Liceu Carolina Michaelis .

Todas estas intervenções foram sempre consideradas provisórias, mas, algumas delas têm mais de 30 anos.

SITUAÇÃO DE PROPIEDADE DO IMÓVEL

O imóvel é propriedade do Estado, estando afecto ao Ministério da Saúde, contudo, esta questão não está de todo esclarecida, já que o seu proprietário original, foi a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, na dependência do Ministério da Educação.

OBSERVAÇÕES

O Projecto inicial para a construção do Centro Materno Infantil do Norte, ocupava a área actual da Maternidade, a área dos Bairros da Parceria e Antunes, e, ainda, uma pequena tira de terreno, que pertencia ao Cemitério dos Ingleses.

O projecto que demorou mais de 20 anos a concretizar, tinha como filosofia a construção dum equipamento moderno, onde se projectava o futuro, com o enquadramento do passado.

Mais uma vez o povo destes bairros, aceitou ser desalojado, porque a sua cidade, assim, lho pedia, para que o Porto e o Norte tivessem finalmente um equipamento de que tanto necessitava.

O projecto foi abandonado.

Está em curso um novo projecto para construir habitação (?), na área correspondente aos Bairros da Parceria e Antunes, à tira de terreno expropriado ao Cemitério dos Ingleses, para a construção do Centro Materno-Infantil e uma fatia de terreno, propriedade da Maternidade.

A concretizar-se esta expropriação de terreno da Maternidade, e a construção imobiliária, poderá ficar definitivamente comprometido, pelo menos, o enquadramento original do edifício, e até a sua ligação ao Largo de Alexandre de Sá Pinto.

A construção da zona residencial Les Palaces ( Rua Júlio Dinis), já foi um atentado, no enquadramento de toda esta zona.

A informação actual aponta para o encerramento, dentro de três, quatro anos, da Maternidade de Júlio Dinis, não se conhecendo o seu futuro, mas, temendo por ele.

Prioridade de Protecção Legal

  O imóvel é uma referência 1 na História da Assistência Materno Infantil, no Porto e no Norte , a par das Maternidades de Magalhães Coutinho, e Alfredo da Costa, em Lisboa, e da Maternidade Bissaia Barreto, em Coimbra.

A comemoração do 1º. Centenário da Régia Escola de Cirurgia, do Porto, serviu para reflectir sobre as condições do saneamento básico, a falta de higiene da população, e a falta de assistência à criança e à mulher grávida.

No Porto, a taxa de mortalidade, até 1932, para o primeiro ano de vida, era de cerca de 25%.

O Professor Alfredo de Magalhães foi o impulsionador da ideia da construção da Maternidade no Porto, associada ao nome de Júlio Dinis.

Conseguiu dinamizar as gentes do Porto, em particular as senhoras da cidade, que promoveram uma série de iniciativas culturais e recreativas, para angariar os primeiros fundos, para a sua concretização.

A Maternidade de Júlio Dinis viria a ficar ligada à actividade da Faculdade de Medicina do Porto até 1959, em conjunto com o Instituto Abel Salazar (faculdade) e o Hospital de St. António.

A importância das maternidades, cresceu por toda a Europa, principalmente do Norte, com a tomada de consciência, pela sociedade em geral, da vantagem de existirem fora dos grandes hospitais, o que seria o mesmo que dizer, longe das epidemias, e com pessoal qualificado.

A Suiça, a França, Inglaterra e a Alemanha são pioneiras, na construção de maternidades, durante o final do sé.XIX, e a 1º. Metade do séc.XX.

Já é na 2ª. metade do séc. que aparecem as modernas maternidades em Portugal, 1927 Magalhães Coutinho, 1932, Alfredo da Costa e 1938 a Maternidade de Júlio Dinis no Porto, contudo, inseridas neste movimento europeu em defesa do bem estar das crianças e das mulheres grávidas.

O edifício da Maternidade de Júlio Dinis, pelo seu valor histórico e arquitectónico, deve ser classificado como de interesse publico, ficando para sempre ligado à Saúde da Mulher e da Criança.

Caracterização Histórico-Artística

  A sua construção iniciou-se em 1928,só foi acabada em 1937 ( por falta de verbas) e foi inaugurada em Setembro de 1939.

O projecto foi do Arquitecto suíço George Epitaux, autor de algumas maternidades em Lausanne, Berna e Atenas, todas concebidas e planeadas de raiz. Frequentou as Universidades de Genebra, Leão e Paris.

No seu reportório, além das maternidades, constam, ainda, o Sanatório Universitário Internacional contra a tuberculose, em Lesyn, do Bureau Internacional do Trabalho, em Genebra, e de muitas outras construções notáveis. Acompanhou de perto a arquitectura hospitalar alemã.

O edifício, no seu planeamento, teve logo inerentes alguns factores de modernidade - 1rede de aquecimento central, vapor, água, luz eléctrica e sinalização eléctrica, acústica e luminosa, gaz, esgotos, ascensor, etc….

Em 1938 foi avaliada em 5 947 071$00, quantia muito avultada para a época.

Ligados, para sempre, à História da Maternidade ficará ,a Escola Médico- Cirurgica do Porto, nomes como o Prof. Alfredo de Magalhães, Alberto Savedra, Salustiano Maia Mendes,o arquitecto George Epitaux, Dr. Alfredo de Castro, proprietário do terreno, e as senhoras da cidade.

Mas a história da Maternidade não se fez só de grandes nomes, mas, também , de muitos operários e empreiteiros da época, que passaram pela Maternidade, Sr. António Coelho da Rocha, construtor da área da garagem e da casa do motorista, Sr. Delfim Martins ,obras de reparação em consequência de um ciclone, Sr. Joaquim Alves Carneiro, obras de reparação e conservação, o Sr. Ferreira dos santos , remodelação da cozinha, mas, ao Sr. Saul Domingues Esteves, se deve a quase totalidade da construção no edifício principal da Maternidade de Júlio Dinis.

Caracterização Arquitectónica

O edifício da Maternidade de Júlio Dinis é um edifício de arquitectura civil, destinado a fins médico-assistenciais.

Os seus pormenores de construção e ornamentação, estão referidos, com detalhe em Descrição Geral e Pormenores (a cima) que resumindo são:

•  Colunas e capitéis

•  Painéis de ajulezos

•  Fonte de fins do séc.XIX

•  Busto em bronze, sobre pedestral de granito

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